Um adolescente de 13 anos esfaqueou o padrasto no pescoço durante uma briga familiar na noite de quinta-feira (4), no bairro Vila Manoel Taveira, em Campo Grande. Segundo a Polícia Civil, o jovem afirmou que agiu para defender a mãe, que estaria sendo agredida pelo companheiro.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 21h25 para atender um caso de violência doméstica em uma residência na Rua Tercília de Melo. Quando os policiais chegaram ao local, uma equipe de resgate já socorria o homem, de 57 anos, que havia sido atingido por uma facada na região do pescoço. Ele foi encaminhado para a Santa Casa.
À polícia, a mulher, de 35 anos, relatou que o companheiro havia ingerido bebida alcoólica e começou uma discussão ao questionar o horário em que ela retornou para casa. Segundo o relato, ela e o filho passaram o dia na residência da avó do adolescente.
Durante a discussão, conforme a ocorrência, o homem teria ofendido a companheira com palavras de baixo calão e, em seguida, passado a agredi-la fisicamente.
O adolescente contou aos policiais que convive com o padrasto há cerca de 13 anos e que já presenciou diversas agressões contra a mãe ao longo desse período. Ainda segundo o depoimento, ao ver o homem agredindo a mulher, ele foi até a cozinha, pegou uma faca e retornou ao local.
O jovem afirmou que a mãe conseguiu empurrar o agressor e que, quando ele tentava se levantar, se aproximou e disse: “Nunca mais você bate na minha mãe”, antes de atingir o padrasto com um golpe na lateral do pescoço.
Ferido, o homem correu até o portão da residência e pediu ajuda aos vizinhos.
A Polícia Civil e a perícia estiveram no imóvel para realizar os levantamentos. Após os procedimentos no local, o adolescente e a mãe foram encaminhados à Deam para prestar depoimento.
Na delegacia, a mulher afirmou que as ameaças e agressões praticadas pelo companheiro eram frequentes. Ela solicitou medidas protetivas de urgência e informou que deseja representar criminalmente contra o autor pelas agressões e ofensas.
O caso foi registrado na 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) como ameaça, injúria, vias de fato e lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica.

